Max Payne 3: nas mãos da Rockstar e ambientado em São Paulo, Max tenta sair do fundo do poço

Em São Paulo, o decadente Max Payne vai enfrentar policiais corruptos e até o PCC

Nas mãos de uma desenvolvedora genial, com uma ambientação completamente nova em São Paulo e com o poder da atual geração: conheça Max Payne 3 em texto, trailer e galeria

O Max Payne original trouxe muitas idéias boas, desde o efeito câmera-lenta que o policial durão trouxe ao mundo dos games até sua narrativa sombria e deprimente , muito bem contada através de cenas de corte com jeito de quadrinhos e narração estilo film noir. Depois de dois games bem-sucedidos (o primeiro e Max Payne 2: the fall of Max Payne), o herói estava sumido desde 2003 (segundo fãs fervorosos o filme de 2008 não conta…). Agora nas mãos da Rockstar – criadora de clássicos como Red Dead Redemption, GTA e L.A. Noire – o ex-policial mais ferrado na vida dos games volta em Max Payne 3, um game que tenta mudar e evoluir a série ao mesmo tempo em que mantem seus pontos fortes para não espantar os fãs de longa data.

As mudanças radicais estão na ambientação: de um sujeito cínico e bonitão, Max passa para um homem depressivo, envelhecido, careca, viciado em analgésicos e quase alcoólatra. O game sai de uma Nova Iorque sombria e misteriosa (que, como lembra muito bem a matéria da Game Informer, traz traços de Marca da MaldadeO Falcão Maltês ) para nossa boa e velha São Paulo. Cidade de extremos sociais, violência alta e “uma polícia notoriamente corrupta”, nos termos da Rockstar, São Paulo chamou a atenção dos desenvolvedores que também se viram inspirados pelos nossos maiores blockbusters de ação, Cidade de Deus e Tropa de Elite. Max Payne vem para o Brasil fugindo dos escombros de vida que deixara nos EUA e passa a trabalhar aqui como segurança particular de uma família da elite paulistana. No decorrer da história, Max deve entrar em conflito com o PCC e policiais corruptos, numa jornada desesperada para se livrar de seus demônios do passado.

A Rockstar, como fãs de games devem saber, é famosa por seus esforços colossais de direção de arte, construindo com detalhismo quase neurótico os mundos de seus games. Com a São Paulo virtual de Max Payne 3 não é diferente. Os desenvolvedores andaram pela cidade escolhendo as localidades mais interessantes, conheceram favelas, bairros luxuosos e até mesmo usaram um agência de casting para conseguir visuais realistas para transeuntes das ruas e inimigos.

A mecânica de tiro em bullet-time que fez os dois primeiros games de Max tão amados continua, mas a Rockstar promete mudanças que destaquem Max Payne 3 de outros tantos games de tiro da atualidade com câmera lenta gratuita. Nos termos de um dos desenvolvedores, trata-se de expandir os elementos dos games originais e transformar tudo num “balé de armas”. Um sistema parecido com o “fight for your life” de Borderlands foi implementado – nos últimos momentos antes de morrer, se Max acertar matar um inimigo, ganha um surto de adrenalina que o devolve ao jogo – o que deve gerar sequências de ação bem viscerais e frenéticas. Além disso, espere um design de fases inspirado em São Paulo, com favelas labirínticas e clima urbano pesado. Os gráficos mostrados até agora estão lindos e somando-se o primor de criação de mundos da Rockstar com o uso da maravilhosa engine Euphoria (que ajuda a dar movimentação muito natural a modelos humanos) podemos esperar uma experiência muito naturalista na apresentação – e muito impressionante também. Para os mais fanáticos pelo trabalho da Rockstar, convém avisar que Max Payne 3 não foi concebido como um game de mundo aberto, mas sim uma experiência relativamente linear como os anteriores.

Não dá pra saber grande coisa enquanto esperamos o lançamento, anunciado para março de 2012 para PC, PS3 e Xbox 360, mas tudo leva a crer que será um bom game, ou pelo menos uma ambientação genial. Para nós brasileiros (e paulistanos, no caso do blog) a coisa fica ainda mais interessante por podermos esmiuçar a visão da Rockstar sobre o Brasil e sobre São Paulo em específico.

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Fiquem com o primeiro trailer oficial de Max Payne 3. Divulgado pela Rockstar hoje (14/09/2011), o vídeo mostra algumas cenas de São Paulo (é possível ouvir dublagens em português bem brasileiro ao fundo) e indica o começo da trama: o sequestro de uma garota da família para quem Max trabalha. Os gráficos estão lindos e o trailer está com um agrande qualidade cinematográfica, além de ser divertido ver o nível de detalhe da ambientação até nos “brazilian accents” dos chefes paulistas de Max.

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Comments
2 Responses to “Max Payne 3: nas mãos da Rockstar e ambientado em São Paulo, Max tenta sair do fundo do poço”
  1. Velho zyza says:

    Hahaha… eles não colocaram no Rio porque lá o chefe da quadrilha é o Cabral…

  2. Nicolau says:

    Parece bem legal o jogo, mas sempre tenho medo de gente de fora falando das minhas coisas. Principalmente quando já no tema botam polícia corrupta. Não que ela não seja, mas quem tem que reclamar somos nós, os gringos que cuidem das suas vidas, rs. Jà viram Chamas da Vingança, em que o Denzel Washington encarna o espírito de Charles Bronson?

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